O que eu aprendo com a “sinceridade” e a frieza européia? Nada!

europeu frio

De vez em quando leio um texto ou ouço algum amigo expatriado-imigrante-exilado elogiando a frieza e a honestidade européia. Eles dizem que aprendem. A grosseria e a falta de sensibilidade do cidadão europeu médio seria um exemplo. “Aprendo com eles”, ouço, semana sim, semana não.

Pois eu não aprendo porra nenhuma com a falta de sensibilidade. Nessas horas, eu faço a latina, choro, ouço as minhas músicas, e depois levando pronta para a Guerra ouvindo Racionais e grito: “pros parceiros tenho a oferecer minha presença, talvez até confusa mas leal e intensa.”

Eu suporto. Cada vez que esbarro sem querer em alguém na rua e por isso recebo UM GRITO, ou que o meu vizinho diz que vai chamar a polícia poque eu esqueci A PORTA DO MEU APE COMIGO DENTRO ABERTA, que sou tratada com crueldade extrema e calculista (eles têm um dom que sério, meninos, eu nunca vi!), ou quando quase sou expulsa com amigos brasileiros de um restaurante por excesso de alegria (aconteceu ontem) eu AGUENTO, eu rio, choro, às vezes magôo, às vezes não. Mas daí a APRENDER? O que eu aprenderia?

Tem quem diga que a sinceridade do tipo: “não, nunca mais vamos nos ver porque não fui com a sua cara” é melhor do que “a gente se vê”. Questão de gusto, eu, discípula do Cazuza, ainda prefiro as mentiras sinceras. Mil vezes. Um milhão de vezes. Cem milhões de vezes. Porque exagerado, eu sou mesmo exagerada.

Mas Nina, então porque você não volta para o Brasil? Se uma hora quiser, voltarei. Mas por enquanto, vivo por aqui na Europa ignorando a presença dos europeus frios e grossos (pronto.falei. Não era legal ser super sincera?)/ E funciona. Eles invadiram nossas terras, lembram? Roubaram nosso ouro. Então, eu fico de invasora. O quanto eu quiser. Mas daí a aprender? Eu, não, cruzes! Passional, graças a deus, eu sou!

Sim, esse texto é cheio de generalização. Quem quiser escutar o desabafo, escute. Quem não quiser, tudo bem. Opa, será que estou virando alemã? :-)

PS. Sim, estou na minha crise anual de imigrante. Não se preocupem. Passa.

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